Dia "D" da repesca em Bell's


Mais um dia de paralisação e o Rip Curl Pro, realizado em Bell's Beach, na Austrália, entra no seu oitavo dia da janela de espera, hoje, pelas melhores ondas. As baterias dos brasileiros - quatro dos cinco presentes no evento caíram na repescagem - estão na mesa.

CJ Hobgood pega Gabriel Medina; Damien Hobgood se encontra com Neco Padaratz; Marco Polo encara Jordy Smith; e Jadson André (Foto acima: Oakley) duela com Luke Munro.

Numa análise rápida das distribuições das chaves, o peso da dificuldade está dividido. Dois embates dos brazucas, teoricamente, são os mais complicados.

Medina, de 16 anos, tem pela frente CJ, cuja experiência faz prevalecer num momento crítico como a repescagem. E a necessidade de passar pelo wild card para não cair na classificação deve tornar o norte-americano mais competitivo. Ele vai entrar na água para mostrar seu poderio. Mas o paulista não é bobo. E se pegar a boa, vai fazer a nota.

Essa disputa tem tudo para ser no "ar". Os dois tem no repertório todo tipo de manobra aérea. Show que vai ser bonito de se ver.

A outra bateria complicada é a de Marco Polo, com Jordy Smith. O sul-africano é reconhecidamente um dos melhores surfistas da sua geração e vem de um vice-campeonato na primeira etapa, na Gold Coast - perdeu só para Taj Burrow, que já venceu quase tudo este ano.

Polo ainda está se ambientado ao circuito mundial. Tem na cabeça as disputas de quatro surfistas em beach breaks do WQS. E sai atrás do menino de ouro da África do Sul.

No caso de Damien com Neco e Jadson contra Luke Munro são dois encontros que pendem mais para os brasileiros. Neco e o irmão gêmeo de CJ são velhos conhecidos. Um não intimida o outro. O catarinense, em busca de um ritmo melhor de competição, vai competir com o galho mais fraco dos Hobgoods, vamos dizer assim.

Jadson vai protagonizar um duelo emblemático da nova com a velha geração, com Munro. E tem tudo para vencer. Só precisa encaixar seu surfe moderno e entrar mais leve nas baterias. O australiano se garante pela força, pela pressão, mas é pragmático, tudo que o potiguar não é.

Comentários