

O Brasil Surf Pro, que começa quinta-feira, em Ubatuba, São Paulo, aumentou de tamanho. Só de homens, são 64. Mulheres, 16. O número de estreantes subiu consideravelmente, deixando o evento mais difícil para os não iniciados. Mas se o surfista estiver preparado, não tem o que temer. "Treinei muito nos últimos tempos. E minha tática é partir para cima. Entendo que aqui estão os melhores do Brasil, mas já começo na segunda fase e vou fazer de tudo para seguir em frente", afirmou o surfista pernambucano Alan Donato (foto no topo).
Algumas observações são importantes para o marinheiro de primeira viagem do circuito. Alan, por exemplo, vai competir de acordo com participações esporádicas vividas no SuperSurf - antigo nome do Brasil Surf Pro -, hoje marca própria de eventos do WQS.
Há dois anos, na praia do Cupe, entrou como convidado e encerrou na quinta posição. "Lembro disso com muito prazer. Então, não fico me considerando assim tão inexperiente na competição. É surfar o que sabe e passar as baterias", afirmou.
Uma estreia é emblemática. Pela primeira vez, um surfista de Fernando de Noronha vai participar do Brasil Surf Pro - nesse formato que existe desde 2000. A honra é do talento Patrick Tamberg (Foto acima: Fábio Minduim/MAXSPORTS)
. Merecida, diga-se. Além de bom de tubo, afinal, o homem foi "criado" na Cacimba do Padre, está se dando bem em outros tipos de condições de mar.
Passou um tempo sem patrocínio, até a Greenish apostar no seu valor. A sua evolução evidente culminou na conquista da vaga por meio do Brasil Tour, cujo ranking é formado por resultados obtidos na Seletiva Petrobras e nos eventos regionais já realizados este ano. Essa é só uma das maneiras de participar do evento, sem fazer parte do grupo de elite - ser convidado pela organização do evento é outra.
Outros talentos da nova safra nacional também estão chegando e deixando as disputas mais árduas. "Todo mundo é muito bom. Então, é de se esperar um show de surfe", afirmou Alan, ressaltando a presença de surfistas como o potiguar Alan Jhones, campeão nordestino, também debutando, e dos pernambucanos Franklin Serpa - esse representando a Bahia - e César Molusco.
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